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Notícias otimistas em época de pessimismo


Este jornal divulgou neste mês de julho duas notícias otimistas que até causaram orgulho em alguns saltenses: a colocação da cidade entre as 67 mais ricas do Estado e o aumento do nosso potencial de consumo nos últimos anos. Com relação à primeira, trata-se de um estudo do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS) realizado pela Assembleia Legislativa do Estado e a Fundação Sistema de Análise de Dados (Seade), abrangendo todos os municípios paulistas. Foi tomado por base o ano de 2012 e a colocação de Salto melhorou em relação a 2010, quando era a 78ª mais rica do Estado.
A avaliação é feita tomando-se por base o aumento do consumo de energia elétrica, o rendimento médio do trabalhador formal (com registro em carteira e todos os direitos trabalhistas), a riqueza gerada na cidade dividida pelo número de habitantes e o avanço da escolaridade. Esses índices contribuíram para uma melhora da posição, ocorrendo apenas um recuo significativo no que se refere à longevidade, que caiu da 88ª posição em 2010 para a 171ª em 2012.
No que se refere à segunda notícia, sobre o potencial de consumo, os números se referem a este ano, havendo uma previsão de crescimento em comparação com os dois anos anteriores (2013 e 2014). Foram avaliados pelo Índice de Potencial de Consumo dos Municípios Brasileiros os gastos da população local em 22 segmentos do comércio e no setor de serviços neste 2015 de R$ 2,6 bilhões, correspondendo a 700 milhões de reais a mais que em 2013, o que permitiu que Salto passasse da 72ª colocação em 2013 para a 64ª neste ano, no ranking estadual e da 229ª para a 212ª no nacional.
São números bastante positivos, mas, infelizmente, tendo em vista a atual situação por que passa o país, eles certamente não se sustentarão e quando forem divulgados os dados relativos a 2015, nos próximos anos, poderá ser diferente, principalmente no que se refere ao potencial de consumo. A crise que atinge o Brasil, nos mais diversos setores, impedirá que as pessoas continuem gastando como nos anos anteriores e como está previsto para este ano. É pena, se não houvesse crise, poderíamos dizer que “nada é tão bom que não possa ser melhorado”. Como há crise, vamos discordar veementemente daquela outra frase que diz que ‘nada está tão ruim que não possa piorar’, nos esforçando para mudar a situação atual.

Publicado em 8 ago 2015 na coluna Opinião pelo colunista Jornal Taperá

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